terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Algar do Cabeço Renhal 6

Bezerra, Serro Ventoso

21 de Janeiro de 2020






Coordenação - Alexandre Leal (NEL).
Equipa - Alexandre Leal (NEL).




Poderia dizer que o dia estava ameno para a altura.... mas não seria verdade. Não que estivesse particularmente frio, que também não estava, mas estava desagradável. O que vale é que até ao "buraco", e levando todo o material que tinha para levar, iria certamente aquecer.
Pequena abertura na base do nicho.

O objectivo para hoje era revisitar o Algar do Cabeço Renhal 6 com um pouco mais de tempo e atenção, em particular passar a estreiteza que encontrei no fundo de um pequeno nicho paralelo à passagem principal (a que se acede por uma janela na parede) e ver o que esta zona nos poderia trazer em termos de possibilidade de progressão.



Pelo meio, e por uma questão de segurança, nomeadamente evitar que a corda roçasse no bordo da pequena plataforma existente sensivelmente a meio do poço, equipei um fracionamento em Y. Continua a existir uma quantidade relevante de pedras soltas ao longo da referida rplataforma e rampa conexa, mas o seu saneamento torna-se algo mais complicado atento à existência de fauna sensível na base do poço, pelo que todo o cuidado é pouco.

Visão da "plataforma" para a base do poço.

Visão da "plataforma" para a entrada do algar.
















Cerca de 1,5m acima da base do poço, numa zona inclinada, um Triturus marmoratus e quatro exemplares de Salamandra salamandra.



Após uma primeira análise do referido nicho procedi a uma rápida desobstrução da estreita abertura na sua base, o suficiente para permitir a sua passagem, o que se conseguiu em menos de 5m.

Esgueirando-me com cuidado, sentido as bases de apoio para os pés por forma a não ficar no vazio sem ter uma melhor leitura do interior deste novo espaço, dei por mim do primeiro de dois pequenos nichos contíguos, relativamente apertados, mas ambos com pequenas aberturas na sua base, que após testes exaustivos e de cariz profundamente científico, vulgo teste das pedras, revelaram ter uma profundidade na casa dos 3m, mas cuja base permanecia fora do ângulo de visão.

Primeiro nicho.

Segundo nicho
Na verdade pouco mais conseguia discernir para além do pouco que as pedras caiam, mas não deixavam de ser uma possibilidade, ainda que remota, de progressão.


Atendendo às características das duas aberturas decidi apostar na desobstrução o primeiro nicho, pelo que comecei por remover todos os blocos que atafulhavam a sua base em rampa. 

Uns para o segundo nicho, outros enviados pela abertura na sua base, começando em seguida o processo de alargamento desta passagem por forma a eventualmente conseguir passar ou, pelo menos, permitir visualizar directamente ou por intermédio da GoPro o que poderá estar no outro lado e melhor avaliar a situação.

Este primeiro esforço de desobstrução da passagem permitiu alargar um pouco o "buraco", mas à medida que ia baixando a área de intervenção as reduzidas dimensões da zona de trabalho iam tornando o esforça cada vez mais complicado. Com efeito torna-se necessário alargar toda a zona de trabalho, num ponto superior, por forma a possibilitar alcançar e atacar a passagem à medida que se vai afundando.

Um trabalho a ser feito em futuras saídas, embora se reconheça, analisando as reais possibilidades de progressão, não ser uma prioridade de momento. Mas havemos de cá voltar. Isso fica prometido.

Abraço,
Alexandre Leal






quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Algar das Fontainhas 1

Fontainhas, São Bento

01 de Janeiro de 2020





Coordenação - Alexandre Leal (NEL)
Equipa - Alexandre Leal (NEL), Rodrigo Leal
Equipa de superfície- Alexandra Leal, João Leal






Foi um primeiro dia do ano muito cinzento, muito tristonho, muito molhado, mas foi também o dia que marcou o meu regresso à actividade após a "pequena" cirurgia nas costas, e não menos importante também o regresso do Rodrigo "Diguinho" Leal às grutas, e logo com um rappel de 12m de acesso estreito.

Foi uma saída sem grande história para além destes marcos históricos. O objectivo era investigar um ponto de interrogação que surgiu  da análise do vídeo gravada no saída anterior, que parecia apontar para a possibilidade de existência de um pequeno "buraco" na ponta final da cavidade, numa zona recôndita entre blocos.

Pois bem, da análise "in loco" não resultou a descoberta de qualquer via de progressão. O ? mostrou-se um artefacto da imagem, gerado pelas sombras e ângulo de captura. 

Deu no entanto para mostrar ao Diguinho que a calma dele em alturas está lá, mesmo após cerca de dois anos de paragem. Num acesso complicado ao P12 conseguiu entrar sozinho (já o tinha colocado numa corda antes de descer), desenvencilhar-se da situação em que se viu embrulhado no topo, com uma das cordas a passar por onde não devia, e desceu até à base sem grandes problemas.




   
Na subida teve tecnicamente bem mas "custou-lhe" um pouco mais  pois estava menos confiante no equipamento, facto que teve pouco ou nenhum impacto na tarefa que concluiu com distinção.




E depois deste esforço nada melhor que uma refeição quentinha no sítio do costume.


Um abraço "babado"
Alexandre Leal