Algar do Cogumelo
Zona da Giesteira, Ourém, Fátima
Saída de Campo, 01 de Dezembro de 2015
Equipa - Alexandre Leal (G.E.M.), José Ribeiro (agora G.E.M), Samuel Lopes (WIND, G.E.M.)
Suporte - José Leal
Regressando ao Algar do Cogumelo, descoberto numa anterior acção de prospecção pelos cabeços da zona, com uma missão bem definida. Penetrar, explorar, analisar possíveis formas de progressão e desobstruções a realizar, bem como topografar a cavidade.
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| De realçar a triste realidade das Serras naquela zona do Maciço. Rodeadas pedreiras, que implacavelmente vão devorando tudo à sua passagem. |
Depois de um começo algo atribulado, em que nos vimos forçados a improvisar uma forma de todos podermos descer, lá no colocámos a caminho encosta acima, por afloramentos calcários e vegetação, até ao local onde, de forma inexplicável, o Zé conseguiu encontrar uma pequena abertura no meio de uma vegetação, à altura, cerrada. E bem à sua frente um cogumelo, elemento que acabou por dar nome à cavidade.
| O Assistente Operacional José Leal na sua primeira saída de campo. |
| Imagem do local no momento da descoberta, com José Ribeiro (G.E.M.) e André Reis (C.E.A.E.), que integrou, à altura, a actividade e esforço de prospecção. |
Em boa verdade o Algar apresentava, de uma forma mais visível, uma pequena janela através da qual se conseguia ter uma visão parcial do interior do cavidade, mas detectamos nesta saída um segundo meio de ingresso, de dimensões bastante mais adequadas, e que evitou assim um trabalho de desobstrução, que seria sempre necessária caso tivéssemos que penetrar pela abertura identificada no primeiro momento.
| Imagem retirada na altura da descoberta pela pequena janela. |
Procedeu-se à limpeza e saneamento desta segunda via de ingresso, tendo o Samuel Lopes, em seguida, procedido à equipagem do acesso e poço, com suporte logístico do exterior.
| Samuel Lopes em plena acção na equipagem do poço. |
Concluída a equipagem coube-me a mim o privilégio de descer e fazer uma primeira análise do interior, que acabou por se revelar relativamente fácil não obstante uma tentativa realizada de desobstruir uma pequena passagem bloqueada por uma laje, encaixada na obliqua, que dava para um pequeno nicho, mas que devido à sua dimensão, não nos foi, na altura, possível levar a bom porte.
Esse é, pois, um ponto ainda em aberto. A forma como a laje estava posicionada e a dimensão da abertura criava um ângulo morto, que, independentemente da forma como nos tentávamos colocar e "espremer" pelo entre a laje e a parede, não conseguimos vencer.
Um ponto de interrogação que impõe uma nova ida ao local.
O algar em si é bastante simples e linear, como aliás de pode ver pela topografia, e que basicamente consiste no poço, com 14m, que dá na sua base para uma rampa em argila e pedra, que vai afunilando, e que termina num pequeno buraco no chão, que ainda chegou a criar alguma expectativa, e motivou uma pequena desobstrução, mas que rapidamente se mostrou infrutífera. Um pouco atrás, e na parede esquerda (Oeste), uma pequena fenda afundava, permitindo também por sua via escoar águas, mas com uma dimensão insignificante. Um pouco mais acima na rampa, e desta vez à direita (virado para Este), o pequeno nicho supra referido.
Mas melhor que esta breve descrição aqui ficam as imagens retiradas no momento da descida.
Por último, mas com toda a certeza um elemento da maior relevância para esta nossa actividade e para o conhecimento das cavidades, aqui fica topografia do Algar do Cogumelo, conduzida, como não poderia deixar de ser, pelo José Ribeiro, bem como a respectiva ficha de equipagem.
Alexandre Leal




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