Algar do Morcego Solitário
(Algar do Lobo)
Bezerra, Serro Ventoso
Saída de campo, 02 de Janeiro de 2016
Equipa - Alexandre Leal
Suporte à distância - Samuel da Costa (Intel.)
O Regresso à Bezerra, em busca do Algar do Lobo, começou bem cedo, com uma busca minuciosa da zona de vegetação densa, dentro do pequeno chouso, que ficou por explorar na semana passada... e mais uma vez em vão.
As coordenadas que me tinham sido referenciadas não estavam certas. Facto que se confirmou via contacto com o Samuel da Costa, o companheiro que teve a "sorte" de dar com o Algar de forma inesperada e inopinada, enquanto perseguia o grande Lobo. Pela descrição não terá sido uma experiência desagradável, mas, tendo em conta o risco, que não podemos deixar de considerar um mal menor atento à reduzida profundidade do algar... O potencial para o desastre em algares completamente camuflados por vegetação densa é enorme.
Confirmado o erro, e já na posse de coordenadas novas, foi tempo de pegar no carro e fazer o curto trajecto até à nova zona de exploração, cerca de 388m para sudoeste, dentro de um chouso adjacente, a oeste, a um campo de lapiás com umas pias bem interessantes, cheias de água.
A cerca de 10m do local de ingresso ao chouso, e ainda uns 20m ou 30m das coordenadas marcadas, deparei-me com uma zona que me levantou suspeitas, não obstante estar quase na totalidade oculta por densa vegetação. Não era muito, uma pequena formação calcária que parecia estar a ladear uma zona mais escura por baixo da vegetação, facto que se confirmou. Afastada, a custo, a densa vegetação, lá estava ele. Pelas primeiras impressões, e confrontando com a descrição do Samuel, que tinha referenciado uma queda vertical de 2m, fiquei com a sincera sensação que este seria um outro algar, ainda não referenciado.
| Imagem retirada após o afastamento da vegetação, que ocultava quase por completo a abertura. |
| Vista da base do pequeno algar. |
Uma rapidíssima incursão revelou que a cavidade descia em rampa para a esquerda, terminando menos de 2m depois, numa pequena câmara, embora apresentasse uma possibilidade de continuação, muito estreita, na parede Norte, como aliás acontecia com uma outra no inicio da rampa, na mesma parede. Nesta pequena câmera final (e única, diga-se) encontrei um ocupante que desfrutava da relativa escuridão e isolamento... e que deu, aliás, nome ao pequeno Algar.
Antes de pôr mãos à obra e (tentar) topografar a cavidade, subi à superfície (lá longe, longe ;) ) e, com o Iphone na mão, continuei a minha busca pelo elusivo Algar do Lobo, sempre em contacto com o Samuel, que me ia dando informação e pistas, sem grande sucesso.
Como já certamente terão percebido, o elusivo Algar do Lobo É o Algar do Morcego Solitário, conclusão a que chegámos com um género de backtrack desde o ponto de entrada do Samuel no chouso à altura da descoberta (que por coincidência foi o mesmo que eu utilizei), utilizando vários pontos de referência visual.
O "trauma" da queda parece ter alterado a percepção da profundidade do Samuel ;) .
Com esta certeza, e com algum alívio por finalmente ter identificado este Algar, saquei do material de topografia e comecei o trabalho, tornado um pouco mais moroso em virtude de estar em execução a solo.
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| Esboço da Planta do Algar (a substituir pela arte final quanto estiver executada) |
| Estreiteza, na parede norte, no topo da rampa. |
| Estreiteza, na parede norte, na câmara final. |
Finalizado o trabalho, e visto que ainda tinha umas horas de luz, coloquei-me a caminho de São Bento, na zona dos Alecrineiros, que tenho vindo a explorar, desta vez num sector para Oeste/NorOeste do Curral das Éguas. Fui no entanto atraiçoado pela bateria do Iphone que me permitiu apenas a localização, fotografia e breve análise de dois pontos (A115 e A118)* antes de atingir um ponto crítico, e impedir a localização de outros pontos marcados.
* Com base numa versão actualizada do cadastro foi possível perceber que o ponto anteriormente marcado como A118 é na realidade o Cós Carvalho, dados já vertidos no mapa infra.
* Com base numa versão actualizada do cadastro foi possível perceber que o ponto anteriormente marcado como A118 é na realidade o Cós Carvalho, dados já vertidos no mapa infra.
| Pequena fenda no "fundo" do espaço entre dois blocos no campo de lapiás. A descer na próxima saída. |
| Após correcção dos dados constantes do cadastro de São Bento verificou-se que este é o Algar Cós Carvalho. |
Depois, foi regressar ao carro, desequipar e colocar-me a caminho da.... maior desilusão do dia!!! A Ti Maria estava fechada... Tive mesmo que me contentar com duas bifanas no "Bigodes", a caminho de casa, no IC2.



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