Algar do Vento Atroz
Perto do Cabeço Renhal, Bezerra, Serro Ventoso
Saída de Campo, 09 de Janeiro 2016
Equipa - Alexandre Leal e Alexandra Leal
Com a presença de - Samuel da Costa
As previsões de tempo não eram animadoras mas como a chuva não enferruja e o frio combate-se com o esforço aplicado na superação das tarefas propostas lá partimos nós para a Bezerra, com o intuito principal de prospectar, dentro das capacidades operacionais de uma equipa constituída por 2 membros, uma faixa de terreno entre o Algar do Morcego Solitário e o Algar do Vento Atroz, permitindo-nos começar a ganhar conhecimento sobre esta área, que não tem merecido a mesma atenção da zona do Planalto.
E deu, de facto, para tomar o pulso a esta encosta situada a Oeste da Bezerra, que pelas suas características não facilita a prospecção. Não por ser um terreno particularmente acidentado mas porque a sua morfologia e os afloramentos rochosos apresentam características tendentes a dissimular ou tornar menos óbvios potenciais pontos de interesse, bem como a vegetação, que não obstante ser baixa e facilmente navegável, apresenta-se densa e com dimensão suficiente para obstaculizar à localização de pequenos buracos ou cavidades nas paredes alguns dos afloramentos mais proeminentes.
Desta prospecção não resultou a marcação de qualquer ponto novo de interesse, embora uma zona no cabeço do Renhal, a sul do Algar com o mesmo nome, tenha suscitado uma breve análise pela forma como apresentava o que poderia ser um abatimento (completamente) obstruído por todo o tipo de blocos.
Restava-nos voltar ao Algar do Vento Atroz, ponto marcado numa actividade anterior, para tentar desobstruir a entrada e topografar o pequeno algar, que à primeira vista, e do ângulo apertado que tinha-mos parecia terminar no fundo do poço inicial, 3 ou 4 metros mais abaixo.
A desobstrução, confesso, não se mostrou tarefa fácil com o músculo presente, e sem o pé-de-cabra teria sido efectivamente "Mission: impossible". O Bloco, pela sua dimensão, forma e maneira como se encontrava encaixado na abertura, impôs-nos um trabalho duro, ajudados a refrescar pela chuva que "amiúde" caia.
Equipado o poço, a sua descida veio a revelar que a "pequena" fractura ou reentrância que se vislumbrava de cima após a desobstrução da entrada era na verdade uma passagem para um segundo poço, onde as paredes apresentavam formações "recortadas" e "laminadas", com um pedra, pareceu-me, algo frágil. Diria que terá uns 6 a 8 metros de profundidade, não sendo possível vislumbrar qualquer perspectiva de progressão... mas que não se deve afastar até ser efectivamente explorado.
Procedeu-se à topografia do primeiro poço, ficando a exploração do segundo poço para uma próxima saída.
E venha a próxima...

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