quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Algar Eureka

Vale Florido, São Bento

02 de Dezembro de 2018





Coordenação - Alexandre Leal
Equipa - Alexandre Leal, Pedro Fazenda (AESDA/NAMMI)






De volta ao Eureka, a saga continua.

You know the drill... equipar, arrastar os pesados kitbags por espaços e poços estreitos, e atacar a pedra e lama como se não houvesse amanhã.

E de facto as condições não são, de todo, as  ideias para este tipo de trabalhos e colocam um stress muito grande nas ferramentas e equipamento utilizado, facto aliás já muito visível no fim da saída, com uma deterioração muito evidente na eficácia de alguns métodos, sobretudo devido à muita lama e humidade.



Ainda assim, tendo em conta as condições com que nos deparávamos, podemos dizer que o trabalho feito não foi despiciendo, ainda que tenha ficado aquém do que ambicionava. Com efeito estava esperançoso num avanço maior, nomeadamente com a possibilidade de descida até ao próximo ponto obstruído, cerca de 3 ou 4 metros mais abaixo no poço. Neste ponto devo ressalvar no entanto que não podemos descartar a possibilidade de, após esta desobstrução, não ser necessário outra intervenção, ou pelo menos nos moldes e no local que agora antecipamos, pois por baixo de nós o espaço poderá (deverá?), ser mais amplo e com caminho aberto para a progressão num ponto que, neste momento, nos é impossível observar.

Em primeiro lugar tivemos que encaixar os blocos de maior dimensão que o Pedro havia retirado do ponto em intervenção, por forma não só a ganharmos algum espaço de manobra mas também, e não menos importante, conseguirmos ganhar espaço para encaixar o volume de pedra que sabemos ser ainda necessário retirar. Este ponto é particularmente importante. 

O espaço que nos resta, sobranceiro ao ponto em intervenção.
Porventura poderíamos alargar um pouco mais a área de trabalho, o que nos iria facilitar, e muito, as operações, mas, atendendo ao espaço muito limitado de que dispomos para colocar o material que vamos retirando em virtude da desobstrução e alargamento do acesso à continuação do poço, tudo tem que ser muito bem pensado e numa base do estritamente necessário. Até por questões de segurança.

Temos já muito bem definido a zona que nos falta desobstruir para permitir a passagem, que aparenta ser uma projecção da parede da direita (da nossa perspectiva de trabalho), que creio ser desbloqueada numa próxima saída.

Abertura no início dos trabalhos.

Pedro no ataque aos blocos.































Área a desobstruir para permitir a passagem.
Croqui de exploração.

Atendendo às condições de trabalhos, e numa avaliação que será feita de forma contínua, é possível que possa vir a adiar a continuações dos trabalhos para uma época mais "seca", embora não queira deste já antecipar tal decisão... até porque estamos muito perto de passar. 

Duros?!?! Sempre

Rijos?!?!?! Obviamente

Secos?!?! Si.... quer dizer, NÃO. NUNCA... :)

Um abraço enlameado ,
Alexandre Leal

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