segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Algar da Pedreira do Alto de Alvados

Alto de Alvados, Porto de Mós

27 de Janeiro e 07 de Fevereiro de 2019





Coordenação - Alexandre Leal
Equipa - Alexandre Leal









Nos passados dias 27 de Janeiro e 07 de Fevereiro levei a cabo mais duas actividades de exploração deste algar que se desenvolve nos terrenos outrora explorados por uma pedreira agora desactivada, no Alto de Alvados.

Em 27 de Janeiro foi explorado um pequeno poço adjacente à base do poço de entrada, com uma profundidade inferior a dois metros, no fundo do qual foi identificada uma pequena passagem  em sentido descendente, muito constrangida pelo elevado número de blocos e pedras de variada dimensão que aí se encontravam. 

A esmagadora maioria das pedras enviadas para sondar a profundidade desta passagem ficava retida cerca de um metro a dois metros de profundidade. Dito isto conseguimos, pois cerca de 2 ou 3 vezes, enviar pequenas pedras que caíram bastante mais. A possibilidade de um poço com cerca de 10m não é de colocar de parte, emboras as dimensões e as incertezas envolvidas não auguram grande probabilidade de progressão. Fica identificado como "Ponto de Interrogação".

Um pouco mais acima, no mesmo poço, duas fendas da parede parecem dar acesso a duas zonas distintas, ainda que aparentemente no mesmo sentido. A primeira menos relevante, enquanto a fenda situada mais acima no poço, que dá acesso a uma pequena passagem horizontal (dentro do pouco que é possível ver).




A primeira pedra de teste, no entanto, veio a revelar uma queda bastante interessante. Pela posição e orientação é possível que esta passagem dê acesso ao poço de maior dimensão a que já conseguimos aceder após uma breve desobstrução.

Secção final do poço de maior dimensão, a que se pensa que a passagem
supra identificada dará acesso.

Esta é a tese com que estou a trabalhar mas que precisa de ser confirmada. A ser infirmada estaríamos perante um novo poço a que teríamos que aceder pela desobstrução da fenda, e possivelmente alargamento da passagem até se atingir a vertical.

Posto isto foi iniciado o levantamento topográfico, durante o qual se identificou um ponto que viria a ser o objecto de atenção na saída de 07 de Fevereiro, levantamento esse que terá de ser continuado e finalizado numa futura saída.





Como referi acima para o dia 07 o objectivo principal era a análise, desobstrução e exploração de um ponto de interrogação identificado aquando do levantamento topográfico de uma pequena zona inferior perto da ponta Oeste da cavidade, que se encontrava obstruída em dois pontos consecutivos.

A desobstrução foi levada a cabo sem grandes problemas, não obstante as dificuldades inerentes a trabalhos em espaços bastante confinados. Em pouco tempo a passagem estava aberta e foi possível aceder a uma pequena sala, que apesar de várias micro/pequenas passagens em sentidos diversos, nenhuma apresenta possibilidade de progressão. Também aqui se esgotaram as possibilidades de progressão.
















Com os trabalhos concluídos neste nicho inferior houve ainda oportunidade de tirar algumas fotos no sector Oeste e também de um dos cortes da pedreira onde se pode visualizar uma outra secção da cavidade engolida pela extração de pedra.







Depois de uma rápida refeição no Cantinho, desta feita também a horas decentes, pasme-se, aproveitei para fazer uma prospeção numa zona já há bastante tempo tinha na mira,  a meio caminho entre Amiais de Cima e o Cortiçal, sem no entendo revelar qualquer tipo de sucesso.

E do Maciço Central Estremenho iria passar, este sábado, para a zona da Arrábida, com uma realidade completamente diferente, mas isso será uma história para outro dia.

Um grande abraço,
Alexandre Leal

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