segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Sumidouro S1 (Toca do Coelho) 

Chão das Pias, Planalto de Santo António

12 de Outubro de 2018




Coordenação - Alexandre Leal
Equipa - Alexandre Leal






A quarta saída de trabalhos no S1 em Chão das Pias, veio a revelar-se a saída mais dura e prolongada até à data, com início por volta das 9h15 da manhã e término por volta das 17h00, apenas com umas pausas mínimas para hidratação e relaxar dos músculos tensos do trabalho em posições pouco ortodoxas.

Por forma a permitir atacar a zona posterior comecei por alargar a zona de entrada. Era necessário criar espaço para me conseguir colocar de forma minimamente adequada por forma a possibilitar colocar e usar as ferramentas nas zonas mais apertadas da ponta, e assim ir progredindo, ainda que lentamente. Concomitantemente com este trabalho fui retirando uma camada de terra seca, presa entre as duas paredes laterais sobre a ponta de exploração, reforçadas pelas várias raízes das plantas que rodeiam a abertura por forma a facilitar os trabalhos e também ir revelando o que me esperava mais a frente.

A vermelho as zonas de pedra que foram retiradas
no início, por forma a facilitar os trabalhos.
A laranja, a zona de terra que foi sendo, progressivamente,
retirada para permitir a progressão.
"Ponta de Exploração" no início dos
trabalhos.

Aqui vemos já as zonas supra assinaladas removidas,
bem como a base aprofundada, com a retirada de
uma camada relevante de terra, gravilha e
pequenas pedras. 


"Lasca" retirada da parede esquerda.



Os trabalhos posteriores adquiriram uma certa dinâmica repetitiva. Retirar "substrato" e afundar, sendo para tal usado uma ferramenta "altamente especializada" (Saco do Lidl), que pela sua maleabilidade conseguia estrategicamente colocar, e ir corrigindo o posicionamento, para assim ir enchendo de terra e pedra, e posteriormente ser trazido para a superfície  e aí despejado. Perdi conta ao número de vezes que subi e desci aquele buraco. Depois partir um pouco mais de pedra, retirar e colocar à superfície, e voltar à carga em relação ao substrato... ad aeternum parecia passado algumas horas!

E à medida que ia progredindo ficava cada vez mais claro a tendência cia descendente da fenda, sem que nunca fosse possível perceber exactamente qual a sua dimensão imediata. À minha frente o contorno irregular das paredes escondia, defendia, esse segredo com garra e ganas.

E lá "bati", de novo, em pedra pouco dura, que independentemente do quanto "batia", pelas suas características e par muito paradoxal que pareça, não furava nem partia.  Aquela rocha complica de facto, e muito, a progressão.

No lado contrário, na parede esquerda, ia conseguindo tirar umas lascas, o que me permitia ir ganhando um pouco mais de espaço, mas que ainda assim não me permitiu ter sucesso na ablação da parede direita...


A amarelo está sinalizado a camada exterior, calcite/pedra podre. A vermelho a zona
secundária que terá que ser também removida. Entre as duas zonas uma camada arenosa/esfarinhada
que complica os trabalho, dissipando energia.

 O alargamento desta parede será essencial para a progressão, e permitir atacar o ponto estratégico seguinte, identificado a verde na foto supra.

Cá fora os dois  montes iam crescendo...





Resta saber se o tempo nos permitirá continuar os trabalhos este ano. Para a próxima quarta-feira está previsto a continuação dos trabalhos, isto se a chuva nos permitir... Veremos.


Grande abraço,
Alexandre Leal 









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