Algar da Pia Carneira 8
Pia Carneira, São Bento
09 de Setembro de 2018
Coordenação - Alexandre Leal (NEL)
Equipa - Alexandre Leal (NEL), Alexandra Leal (apoio à superfície)
Por desobstruir ficara o resto do grande bloco que havia sido colocado no local para tapar o poço de entrada, bem como uns blocos de menor dimensão que haviam resvalado e obstruído o poço cerca de um metro mais abaixo.
A cavidade, em si, acabou por se revelar de pequena dimensão, com cerca de 12 metros de desenvolvimento, e um poço de entrada de 7 metros, apresentando uma grande quantidade de terra na base, que foi resvalando para o ponto mais profundo dessa sala (-8m), e terá mesmo chegado a cair para dentro de uma zona inferior (-9) a que se poderá aceder por dois pequenos buracos com cerca de 1metro na zona de maior dimensão.
Equipa - Alexandre Leal (NEL), Alexandra Leal (apoio à superfície)
No passado dia 31 de Agosto, após uma saída a meio da semana ao Algar da Alfarroba, voltei ao Pia Carneira 8 para concluir os trabalhos de desobstrução iniciados 31 de Agosto, e proceder à sua exploração e topografia.
O grosso do trabalho de desobstrução, como mencionado supra, havia já sido levado a cabo numa actividade anterior.
Um trabalho duro, muito duro, sob um sol escaldante (os termómetros chegaram a marcar 36º). Muita pedra partida, utilizando variadas técnicas, e blocos de dimensão variada, incluindo blocos com volume e peso muito relevante, retirados do interior do poço.
E eu a destilar sob o um sol impiedoso...
Por desobstruir ficara o resto do grande bloco que havia sido colocado no local para tapar o poço de entrada, bem como uns blocos de menor dimensão que haviam resvalado e obstruído o poço cerca de um metro mais abaixo.
O sol, apesar de menos insidioso no passado Domingo, batia ainda assim com força, e em menos de 10 minutos já estava completamente encharcado.
Depois de fracturados os blocos de maior dimensão em blocos de dimensão um pouco mais manejável, utilizei um pequeno nicho lateral situado numa das paredes do poço, a -1m, para os colocar, e assim evitar maiores gastos de energia.
Com esta primeira tarefa concluída faltava atacar a última obstrução, que cedeu cerca de 10 minutos depois, com a utilização cirúrgica do Big Mike, a minha ferramenta de eleição...
Não que o espaço disponível, conquistado após a desobstrução final, fosse particularmente assinalável. Para dizer a verdade o ponto mais apertado, situado cerca de 3m abaixo da cabeceira, acabou por ser mais "chato" do que antecipei em virtude do posicionamento de descida face à corda.
A subida foi particularmente complicado uma vez que os ângulos do poço obrigaram à colocação de uma estação topográfica exactamente no ponto mais apertado.
A cavidade, em si, acabou por se revelar de pequena dimensão, com cerca de 12 metros de desenvolvimento, e um poço de entrada de 7 metros, apresentando uma grande quantidade de terra na base, que foi resvalando para o ponto mais profundo dessa sala (-8m), e terá mesmo chegado a cair para dentro de uma zona inferior (-9) a que se poderá aceder por dois pequenos buracos com cerca de 1metro na zona de maior dimensão.
Esta zona inferior constitui o único ponto de interrogação da cavidade, e que ficou por explorar por questões de segurança, uma vez que estava em modo "solo", atendendo às características desses buracos e à existência do volume de terra que poderia deslizar e bloquear estes pequenos espaços.
A grande quantidade terra no interior, bem como a terra que continuava a cair com alguma insistência, levantava uma grande nuvem de poeira que dificultava a respiração e secava a boca. Em menos de 30 segundos após ter tocado na base a minha língua parecia uma lixa...
Com a exploração terminada levei a cabo o levantamento topográfico, que, tal como referi mais acima, teve algumas contingências que o dificultaram, mas foi concluído com alguma brevidade.
Poderia dizer que o trabalho estava terminado mas a realidade é que restava ainda uma última tarefa. Era necessário reforçar a proteção as medidas de protecção para evitar quedas acidentais, em especial de animais, recorrendo a toda a pedra que havia sido retirada durante a desobstrução, com a reposição da rede já utilizada na saída anterior.
Com o material arrumado e uma rápida hidratação estava na hora de rumar ao Cantinho mas repor as energias e um descanso merecido, na melhor das companhias.
Grande abraço,
Alexandre Leal











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