Sumidouro S1 (Toca do Coelho)
Chão das Pias, Planalto de Santo António
21 de Setembro de 2018
Coordenação - Alexandre Leal (NEL)
Olhando para a a fotografia que serve de capa a esta publicação somos tentados a dizer que aqueles tipos são demasiados optimistas ou não têm mais nada do que fazer do que abrir buracos no chão...
Em abono da verdade, a imagem, de facto, não revela a importância que este pequeno buraco, a "Toca de Coelho" como a minha cara-metade ironicamente apelidou...
... no entanto, este singelo buraco à beira de uma estrada de gravilha, encontra-se particularmente bem localizado ao longo do ponto mais baixo do que se pode designar como polj imperfeito. Este é um dos vários sumidouros (e é bem possível que tenhamos identificado um outro sumidouro, bem como outro pequeno "buraco" que tem que ser visto) que permite escoar as águas que escorrem das vertentes Este e Oeste, por vezes em quantidades muito elevadas. E como ele sorve...
Atendendo à localização, à sua cota, e ao facto de ser um sumidouro bastante activo, a promessa de recompensa é enorme, e talvez a não mais do que a 15metros de distância (profundidade).
Este primeiro dia de trabalhos mais afincados (após uma primeira abordagem há cerca de duas ou três semanas atrás) permitiu perceber que a desobstrução e alargamento do "buraco" inicial não será propriamente fácil ou rápido, atendendo às características da rocha e ao pouco espaço para manobrar e posicionar.
A rocha parece-me ser o pior que poderíamos apanhar. Uma pedra algo porosa, um pouco rugosa e estreada, meio-mole meio-podre, mas não mole ou podre o suficiente para se conseguir partir facilmente com o martelo. "Esfarinha-se" muito pela utilização do berbequim, um pó que mais parece de gesso, e que "empapa" o furo e esforça a máquina. Ou seja, uma pedra filha-da-mãe para atacar, e que foi resistindo estoicamente aos nossos melhores esforços. Não que não tenha cedido terreno, isso nunca, mas vendeu a sua lenta retirada cara, não só em termos de equipamento utilizado como em termos de tempo e energia.
No final dos trabalhos tínhamos conseguido alargar o suficiente para conseguir ter um espaço mínimo para nos podermos colocar lá dentro e começar a retirar as pedras que se encontravam amontoadas na base e algumas já do ponto onde a água parecia escoar para as profundezas.
Tudo é ainda uma incógnita, e vai exigir um grande esforço, mas.... se tivermos sorte todo um novo mundo se poderá abrir sobre os nossos pés. Resta saber em que direção, e sobretudo a que sistema irá ligar? Ou será que a chave para algo ainda mais extraordinário?
Por enquanto é apenas um singelo buraco, mas um buraco com grande potencial.
Com calma e persistência vamos trabalhando...
Grande abraço,
Alexandre Leal




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